sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Comemorando com o Asdrúbal

Outro dia, fazia muito frio, fui a uma padaria perto de casa para tomar um chocolate quente com conhaque, aliás coisa muito saborosa. Passados alguns minutos achegou-se à minha mesa um velho conhecido que há muito não via, o Asdrúbal, ex-ministro da Eucaristia. - Olá! Como vai? -Muito bem obrigado. E você Asdrúbal? Ele puxou a cadeira à minha frente e sentou. - Também vou muito bem, sobretudo com a derrota do PT nas eleições. A melhor coisa que eu fiz foi deixar, depois de anos seguindo o meu bispo e o meu pároco, esse partido radicalmente anticatólico. - Fico contente que você tenha chegado a essa conclusão. Há décadas, na TFP, com Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, e agora no IPCO seguindo os mesmos métodos, participo do combate legal e pacífico contra o comunismo petista tão apregoado pelo clero de esquerda. - Agora vejo que o Dr. Plinio e vocês sempre tiveram razão. Aliás até gente da esquerda está alardeando isso. Há gente dizendo que quem venceu as eleições foi a TFP, ou seja, os princípios da tradição, família e propriedade. É verdade! O Asdrúbal estava tão eufórico que eu quase não consegui falar. - Me explica aqui uma coisa, o que aconteceu para o eleitorado antipetista ter aumentado tanto? - Há vários fatores, Asdrúbal. Vou começar pela periferia do tema até chegar no núcleo. Uma coisa que deixou o público decepcionado foi o gigantesco vulto de corrupção, lava-jato etc. Mas isso não foi o mais importante. Depois houve toda uma pressão tendenciosa da grande mídia a favor da vitória da esquerda petista, procurando causar a impressão que a vitória era certa, mas muito artificial. O público logo começou a perceber e não estava gostando. Outro fator de indignação foram as mentiras deslavadas dos institutos de pesquisa para puxar os votos em favor do PT. Isso ficou claro no jogo das intenções de voto às vésperas das eleições. Sem explicação, a diferença entre os candidatos foi diminuindo numa cadência que dava a impressão de que se continuasse por mais poucos dias o candidato petista passaria na frente. Mentira! O brasileiro cheirou e se encolheu. Você ainda pode computar como pressão sobre o público a opinião de gente da moda como artistas, apresentadoras e gente da mesma laia. Mas o fator mais profundo foi o ideológico. O Brasileiro despertou para o risco iminente de cairmos no comunismo e virarmos uma nova Venezuela. Quem deveria evitar esse despertar reativo? Quem deveria preparar o público para aceitar o comunismo? Asdrúbal me olhou interrogativo: – Quem? - Exatamente o clero de esquerda, respondi-lhe. Era preciso que o público católico brasileiro aceitasse o comunismo. Para isso, por causa de sua vertente profundamente religiosa, era necessário que o clero esquerdista usasse de sua autoridade espiritual e moral, e também do seu carisma sacerdotal para virar as cabeças “das ovelhas” a favor do “comunismo católico”, do “lobo vermelho”. Por isso muitos altares se transformaram em palanques petistas já há muito tempo. Chavões da teologia da libertação incutindo problemas de consciência foram lançados em homilias e até nas orações feitas pela CNBB ... Uma verdadeira lavagem cerebral a favor do comunismo. Doutor Plinio alertou durante décadas a opinião católica com relação à comunistização da Igreja apontando essa verdadeira conjuração a favor do PT. Uma parte dos católicos bandeou para os evangélicos cristalizados com os bispos e padres. No fundo, foram atrás daquilo que o clero católico lhes negava. E ficaram menos distantes da verdadeira doutrina da Igreja Católica do que o clero progressista de esquerda. Os católicos que continuaram frequentando as igrejas foram enxergando a situação e perdendo a confiança nos seus “pastores”. Vão às igrejas cada vez mais “por conta própria” e não por causa do clero. Resultado: quando, para essas eleições o clero de esquerda se lançou com o intuito de garantir a vitória do candidato petista ameaçada, muito por causa dessa longa atuação da TFP, não obteve o apoio de muitos católicos. E o PT perdeu. Perdeu vergonhosamente. O intenso choro deles mostra que o prejuízo foi imenso, desconfio que muito maior do que os meros 45% de votos divulgados. - Mas então você considera mesmo uma imensa vitória da TFP e do Dr. Plinio? Me perguntou. - Sim, com certeza, embora outros também tenham colaborado para a vitória, mas quem atuou quase exclusivamente, durante décadas, para neutralizar a influência da esquerda católica sobre os católicos foi Dr. Plinio. Os próprios esquerdistas estão reconhecendo isso e se lamentando profundamente. É um fato. - Mas, então, porque o Lula e a Dilma foram eleitos anos atrás? perguntou. - Nunca o PT ganhou uma eleição no primeiro turno para presidente. E há pessoas sérias que não acreditam nos resultados das urnas eletrônicas. Além disso os católicos tinham ainda alguma ingenuidade com relação aos seus pastores, mas hoje a ingenuidade diminuiu muitíssimo e os resultados estão aí. Evidentemente Nossa Senhora Aparecida dispôs sobrenaturalmente as coisas para essa vitória, completei. - Agora vejo bem as coisas! disse ele. Parou um pouco com um sorriso luminoso e completou. - Gostei tanto dessa conversa que precisamos comemorar. Garçon, traga duas canecas de chope! E me olhando completou - Por minha conta! Faço questão!

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

O pior louco é o que quer ser

Das tais coisas difíceis de compreender é a assimilação que parte da opinião pública faz de modas objetivamente irracionais, grotescas e feias. Será que essas pessoas fazem uma observação séria, uma análise profunda e um julgamento objetivo de tais modas antes de incorporá-las aos seus hábitos? Não parece. O que aconteceu para uma moda que fere completamente os predicados da beleza como a estética, a integridade, a harmonia e, sejamos objetivos, afronta rombudamente a razão, ser aceita e generalizar-se? Andar de terno pela rua e ser olhado de cima para baixo, como se fosse um cavernícola, por alguém que ostenta ufanamente umas calças compradas, já rasgadas, em lojas de grife tornou-se muito comum. Mesmo a temperaturas baixas, sob vento frio, as pessoas agasalham o tronco, mas andam com calças rasgadas; e quanto mais rasgadas mais envaidecidas. Que lógica tem isso? Perguntadas não sabem o que responder. Usam-nas porque usam-nas e está acabado. Nem os moradores de rua são vistos, até agora, com tais roupas. Repare-se o público, ninguém critica; seria politicamente incorreto. Quem consegue induzir o público a agir assim? No entanto, atrizes e famosos muito bem pagos, a nova elite desse mundo decadente, ostentam com orgulho verdadeiras loucuras as quais são copiadas, com uma fidelidade fanática, por uma imensa parte do público. Até a grande mídia trata com a maior naturalidade e promove as modas mais estranhas, mais subjugadoras, mais extravagantes. Por que? Quem gera isso? Quem consegue aliciar de tal maneira as mentes a ponto de despertar nesse público uma verdadeira ufania da loucura? Chegaremos a ver carros zero quilômetros todo furados saindo das lojas? Móveis cheios de buracos expostos nas vitrines? Chapéus, sapatos e maletas rasgados à venda nos shoppings? Coisas loucas, hábitos “escravizantes”, comportamentos irracionais estão conquistando incontáveis mentes. No fundo a liberdade humana está sendo rapinada com métodos inteligentíssimos. Qual é o objetivo de tais conquistadores? Fazerem loucos voluntários? Sabemos que o pior cego é o que não quer ver. É verdade. Mas talvez não seja errado afirmar que o pior louco é o que quer ser?

quarta-feira, 7 de março de 2018

A entrega da Igreja Católica ao comunismo na China e Fátima

O que se passa na China é pouco noticiado na grande mídia do ocidente, mas o que se sabe pela mídia menos aparatosa, porém séria, é que já existe um acordo firmado entre o Vaticano e Pequim. A questão é encontrar uma fórmula de aplicação palatável para os católicos, não apenas chineses das catacumbas (que são dezenas de milhões), mas também do resto do mundo, para que não considerem tal acordo uma gigantesca traição do Vaticano. Estamos na iminência do maior lance de submissão explicita da Igreja ao comunismo da História. Os vais e vens políticos não são senão encenações estratégicas para a consumação dessa imensa ruptura com a tradição bimilenar católica. Ver esplêndida carta do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira ao Cardeal Zen. www.ipco.org.br O mesmo acontece com relação à Rússia. Vais e vens diplomáticos estratégicos para consumar uma entrega que já era perceptível, pelo menos para Plinio Corrêa de Oliveira e os seus discípulos, estando em Roma durante o Concilio Vaticano II. Com apoio dos bispos Dom Geraldo Proença Sigaud e Dom Antonio de Castro Mayer, conseguiram um abaixo assinado de centenas de bispos conciliares pedindo a Paulo VI que condenasse o comunismo. O pedido não foi aceito. Desapareceu nos escaninhos burocráticos do Concilio. Evidentemente por causa de uma acordo firmado com os comunistas da I.O. russa lá presentes, os quais impuseram que só aceitariam (imposição feita de cima para baixo destaco) o convite para assistirem ao Concilio com a garantia de que o comunismo não seria atacado durante o mesmo. Também, na mesma ocasião, outro abaixo assinado de 510 Bispos conciliares pedindo a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, conforme pedido de Nossa Senhora de Fátima, através da Irmã Lúcia, obtido pelos mesmos autores do mencionado acima, foi recusado por Paulo VI. Ora, Nossa Senhora disse que se a Rússia fosse consagrada ao seu Imaculado Coração, Ela a converteria. Logo, chegamos à situação em que estamos porque tal consagração não foi feita, nos termos pedidos por Nossa Senhora, por nenhum dos Papas do século XX e XXI. Por isso, está se dando exatamente o oposto do pedido por Nossa Senhora. Ao invés da Rússia ser convertida e do comunismo acabar, este está sendo revigorado pelo apoio de membros da Igreja. Os fatos estão aí para confirmar. A tal ponto as coisas estão confirmando o que sempre foi dito por Plinio Corrêa de Oliveira, que nos perguntamos se o Pacto das Catacumbas, propulsionado por Dom Helder, que teve de início 40 adesões de bispos e padres conciliares, e hoje já reúne centenas de adesões, não foi, de fato, um pacto para seus adeptos se tornarem comunistas e dominarem a Igreja a fim de impor o comunismo no mundo usurpando o poder da Igreja. A hipótese não é descabida, pois o que sucedeu depois a confirma inteiramente. Uma prova inequívoca do apoio à causa comunista por parte de membros da Igreja em nossos dias é o encontro das Cebs ocorrido em Londrina entre os dias 23 e 28 de janeiro. Ali ficou confirmada a tese de que, por trás de não poucos movimentos de cunho comunista no Brasil, está o apoio direto ou indireto da esquerda católica. Conforme Dr. Plinio afirmou e contra o que lutou desde 1960 até sua morte; e o IPCO vem continuando a sua luta até nossos dias. Aliás, alegra-nos ver um número cada vez maior de pessoas que despertam para essa realidade, de tal modo ela está se tornando cada vez mais evidente. É impossível não nos reportarmos às aclaradoras denúncias de Paulo VI ao afirmar que a fumaça de satanás entrou na Igreja. Bem como às de São Pio X que os piores inimigos da Igreja se encontram dentro dEla. Alguém poderia indagar: Mas porque Nossa Senhora não se referiu a tamanha crise em suas proféticas palavras ditas em Fátima? O assunto intriga, mas é matéria para outro artigo.

domingo, 5 de novembro de 2017

Nossa Senhora e Buda no mesmo altar! Pastoral ou autodemolição?

O ano do centenário das aparições de Fátima está chegando ao fim no mês que vem. Que balanço poderíamos fazer até o momento? Sinais de conversão sincera? Uma ínfima minoria. Sinais de agravamento no pecado? Infelizmente a maioria. Porém, dentro de todo o triste panorama, o mais acabrunhador é a crise dentro da nossa Igreja, Única, Santa, Católica e Apostólica. Conforme repetia sempre o Professor Plinio Corrêa de Oliveira: “A ÚNICA Igreja verdadeira do ÚNICO Deus verdadeiro”. Vemos que por dois mil anos as falsas religiões eram tratadas como grave perigo para a preservação dos católicos, por causa do forte atrativo que o erro exerce sobre os bons, uma vez que este é espalhado pelos demônios para roubar as almas da Igreja. Atualmente estamos vendo o contrário sendo praticado de forma escandalosa, desabrida, escancarada. E a mistura das religiões vai sendo feita nas mentes dos católicos, já muito esvaziadas de conteúdo sério e recheadas de um falso amor inócuo e sentimental que não passa, em muitos casos, de efêmera hipocrisia. Imagine, que alguém usasse a seguinte estratégia para recuperar laranjas podres: colocar junto a elas uma laranja boa, na intenção de que ela recupere as demais. É evidente que as podres apodrecerão a laranja boa! Tal estratégia seria no mínimo ingênua. Mas a nossa situação é ainda muito pior. As laranjas podres são tratadas como boas, e quem faz a mistura considera que laranjas podres são a mesma coisa que laranjas boas. E se esforçam por fazerem essa mistura. O site Fratres in Unum publicou que no último 28 de outubro, realizou-se num templo budista em Cotia, um ato ecumênico no qual foram colocados, num mesmo altar, a imagem de Nossa Senhora Aparecida e a de Buda. Uma diferença marcava o cerimonial: Buda foi colocado em um nível bem mais acima do que Nossa Senhora Aparecida.O ato contou com a presença de altas autoridades da Igreja, que por respeito aos seus insignes cargos não declinamos os nomes, e que chegaram a acender bastonetes de incenso budista em sinal de culto, em pé de igualdade, a Buda e a Nossa Senhora Aparecida. Mais dez sacerdotes participaram, quase todos rigorosamente trajados de modo tradicional... No cartaz-convite, Nossa Senhora e Buda foram colocados lado a lado e abaixo de ambos se podia ler: “Venha reverenciá-los e celebre conosco esse momento de união, fortalecendo o nosso compromisso com a fé e com a paz”. Como os participantes católicos desse culto blasfemo se colocam diante da verdade inabalável do Credo, que rezamos há dois mil anos, e que vem dos Apóstolos: Credo... [in] unam, sanctam, catholicam et apostólicam Ecclésiam?. – "Creio [na] Igreja una, santa, católica e apostólica"?
Como esses mesmos participantes, ao acenderem incenso ao ídolo de Buda, se colocam face à afirmação de São Paulo: "Os deuses dos pagãos são demônios"? Como coadunar esse ato de culto "ecumênico" – aliás muito semelhante aos que estão sendo feitos em relação a Lutero, ao protestantismo, ao judaísmo, e agora às religiões exotéricas orientais, como o budismo, com essas verdades fundamentais católicas?
Será isso tudo uma "estratégia pastoral" ou, conforme denunciou Paulo VI, uma autodemolição? Muito oportuna é a recordação do que afirmou São Pio X a propósito do modernismo, de quem ele disse: “Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos desígnios; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem". * * * Outro fato chocante na mesma linha. Na Bélgica, jovens católicos foram retirados à força da Catedral de Bruxelas, pela polícia, a chamado da autoridade eclesiástica, por começarem a rezar o terço em sinal de protesto pelo ato "ecumênico" ali realizado, em comemoração aos quinhentos anos da rebelião de Lutero contra a Igreja. O terço começou a ser rezado no momento em que um pastor protestante se pôs a fazer a sua arenga, na hora da homilia. Chegamos a essa inversão de situação: os verdadeiros católicos são expulsos da igreja, enquanto os lobos são chamados para participar do culto. Dá o que pensar... Quem quiser ver o vídeo dessa chocante cena na Bélgica, entre no endereço https://youtu.be/RxfWn_j8iwQ. Que Nossa Senhora de Fátima apresse sua intervenção nos acontecimentos. Aconteça o que acontecer, por fim, Ela esmagará a cabeça da serpente e VENCERÁ!

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Um Símbolo da Autodemolição da Igreja Católica

Este vídeo não é novo. As igrejas católicas na Europa vêm sendo destruídas há muito tempo, mas seu simbolismo da autodemolição está cada vez mais atual. Quem você considera que estaria, simbolicamente, operando a máquina? Meu Deus, até https://www.youtube.com/watch?v=Z4WgYMWZdSA

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Índios Preferem Vida Civilizada

NADA DE OCAS
Nas terras indígenas, as malocas representam apenas 2,9% de todos os domicílios 14 pontos desconhecidos sobre os índios brasileiros Eles não dormem em ocas, aproveitam a eletricidade e falam português. Dados revelados pelo IBGE mostram o retrato do índio brasileiro hoje (Marco Prates, “Revista Exame”, 10-8-12). A mais atualizada pesquisa sobre a população indígena do Brasil, divulgada pelo IBGE, mostra números que revelam um panorama bem diferente do que os portugueses encontraram aqui em 1500. Mais de um terço dos índios vive em áreas urbanas e quase ninguém dorme dentro de ocas ou malocas. Alguns se declaram índios, mas não sabem a que etnia pertencem. Confira abaixo os destaques das informações obtidas a partir do Censo 2010: 1) Existem 896,9 mil indígenas no País. Em 1500, estimativas de historiadores é de que esse número seria de até cinco milhões. 2) Um em cada três vive em áreas urbanas O IBGE descobriu que 36,2% da população indígena reside em área urbana e 63,8% na área rural. Entre as regiões, o maior contingente fica na região Norte, com 342,8 mil indígenas, e o menor no Sul, com 78,8 mil. 3) O português domina Dos indígenas com cinco anos ou mais de idade, 37,4% falam uma língua indígena, enquanto 76,9% falam português. Fora das terras demarcadas em todo o território nacional, somente 12,7% falam alguma língua indígena. Entre aqueles com mais de 50 anos de idade dentro das terras demarcadas, quase 98% não falam português. 4) Quase 80 mil deles não se declaram índios Pela primeira vez, o IBGE contou não somente as pessoas que se declararam indígenas, mas também as que, apesar de viverem em áreas demarcadas e se considerarem indígenas em termos de tradições e costumes, declaravam-se de outra cor ou raça. 78,9 mil indígenas foram contados assim, sendo que 70% desses se declaravam pardos. 5) São 305 etnias que falam 274 línguas Pela primeira vez, o IBGE contabilizou estes números. 6) Parte deles não sabe a que etnia pertence Exatos 147,2 mil índios (16,4%) não souberam dizer a que etnia pertenciam. Outros 6% não declararam. 7) Eles detêm 1/8 do território brasileiro O território demarcado está dividido em 505 terras identificadas, que totalizam 106,7 milhões de hectares (12,5% do Brasil), concentrados na Amazônia Legal. Dessas, 291 têm populações em que vivem entre cem e mil índios. 8) Os Tikúna são os mais numerosos Com 6,8% do total de índios (46,1 mil), os Tikúna constituem a etnia mais numerosa do País, seguidos pelos da etnia Guarani Kaiowá, com 43,4 mil. Considerando os que vivem em uma mesma terra, porém, a liderança é dos Yanomámis, que totalizam 25,7 mil pessoas em área nos estados do Amazonas e Roraima. 9) População jovem No Brasil, 22,1% da população em geral tem entre 0 e 14 anos. Já na população indígena, quase metade (45%) tem esta idade. 10) Mais da metade deles não ganha nada Quando se trata de rendimentos, 52,9% dos índios não recebem nada, proporção ainda maior nas áreas rurais (65,7%). O IBGE ressalta, no entanto, que esta informação é de difícil mensuração, pois muitos trabalhos são feitos coletivamente e a relação com a terra tem enorme significado, sem a noção de propriedade privada. Na região Norte, por exemplo, 92,6%, das pessoas indígenas de 10 anos ou mais recebiam até um salário mínimo ou não tinham rendimentos.
para 76,7%. Hoje, o índice nacional, considerando índios e não índios, é de 90,4%. 13) Sem registro A proporção de indígenas com registro de nascimento (67,8%) é menor que a de não indígenas (98,4%). 14) Apenas 10% deles vivem no escuro A energia elétrica de companhia distribuidora ou outras fontes, dentro das terras indígenas, chega a 70,1% dos domicílios. Considerando o total de terras indígenas, apenas 10,3% não tinham qualquer tipo de energia elétrica. ____________ (Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/14-coisas-que-voce-nao-sabia-sobre-os-nossos-indios).

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Manter a gravata não é mera opção

“A gravata já não é necessária” é o título de matéria publicada no diário madrilense “El País” de 16 de maio último. A articulista, Estel Vilaseca, baseia-se em reflexões de Vanessa Friedman, jornalista de modas do “The New York Times”, sobre o fato de três figuras de destaque midiático da esquerda internacional — Barack Obama, Pablo Iglesias e Alexis Tsipras — estarem cada vez mais dispensando o uso da gravata e apresentando-se de maneira mais informal e “espontânea”. Ao evidenciar tal proceder, Vilaseca não visa criticá-los nem desestimulá-los em sua tendência despojadora. Pelo contrário, a intenção da articulista é atrair para a esteira rolante que conduz ao neoprimitivismo cavernícola o mundo civilizado. Com efeito, o homem moderno está se aproximando cada vez mais dos cavernícolas... Quem tiver oportunidade de analisar o livro de Melissa Leventon, A história ilustrada do vestuário, da PubliFolha, constata que ao longo de toda a história da humanidade, salvo algumas exceções, os homens sempre buscaram instintivamente se adornar cobrindo o próprio corpo e valorizando sua aparência. Como surgiu o uso da gravata? A civilização cristã aprimorou o bom gosto e as vestimentas se elevaram em categoria e elegância. Isso se deu especialmente na França. Também, em grande parte por influência da “Filha Primogênita da Igreja”, em toda a Europa. A vestimenta era a moldura das boas maneiras, do respeito mútuo e da elevação de espírito. O fato de os homens não serem meros animais, mas sim animais racionais, dotados de inteligência, impôs ao longo da História que eles se apresentassem de modo a expressar sua mentalidade, sua personalidade. O adorno sobre o corpo visa ressaltar a alma. Além disso, pode expressar a dignidade e as funções de quem faz uso desse adorno. Se alguém quiser conhecer a mentalidade de outrem, um indício importante consiste em analisar como ele se veste e deseja ser visto pelos outros. Mas não é só isso. A maneira de se apresentar expressa ainda a consideração do homem em relação aos demais seres humanos. Essa mútua consideração chegou a constituir um ambiente do verdadeiro esplendor de vida, em todos os níveis sociais, como ocorreu na época denominada Ancien Régime. Em seu livro A essência do estilo, Joan De Jean explica ter a gravata sido adotada na França por volta de 1670, durante o reinado de Luís XIV. E o portal G1, de 24 de janeiro de 2009, confirma que em 1618 um regimento croata passou pela França durante a Guerra dos Trinta Anos usando um lenço no pescoço para conter o suor. Posteriormente a nobreza, influenciada por Luís XIV, aderiu à moda, certamente aprimorando-a e popularizando-a com o nome de “cravate”, palavra derivada de croata. A “cravate” tornou-se desde então um símbolo de distinção, masculinidade e honra. Seu uso se prolongou no tempo, durante a Revolução Francesa e todo o século XIX. No século XX ela tomou o formato atual, como um complemento indispensável ao terno. Na realidade, é o último adorno tradicional que persiste no vestuário masculino. No livro-álbum O design do século XX (pp. 140-141), de Michel Tambini, ficam evidentes a transformação da moda e a “neoprimitivização” do vestuário, acompanhando todos os demais aspectos da vida, o que vai conduzindo a humanidade à perda acentuada do bom gosto, da distinção, da elevação etc.
Transformação da moda e consequências morais Há um aspecto mais grave a considerar. As transformações que a moda vem gerando ao longo dos últimos cem anos pelo menos, constituem uma manifestação de algo mais profundo, de cunho moral e religioso. Isso ao arrepio daqueles obstinados em não reconhecer que o afundamento no neoprimitivismo ou no neopaganismo constitui recusa e alijamento, por parte da sociedade atual, de Deus. Nesse sentido, convém registrar que em seu livro Arquivo Urbano, Jussara Romão relaciona o advento da minissaia com a estabilização do uso da pílula anticoncepcional (p. 14). Ademais, na página 169 registra que, na década de 60, “a virgindade foi posta em xeque e a nudez deixou de ser pecado mortal”. Evidentemente, isto se deu apenas dentro de cabeças relativistas da nossa época... e de nenhum modo na inteligência divina! Todavia é preciso reconhecer que a gravata tem-se mantido de uma forma quase inexplicável. Seu uso se mantém nas cerimônias de casamento, na posse de cargos oficiais. Outros exemplos de seu uso poderiam ser citados. Em matéria de vestuário, apogeu da decadência A realidade cotidiana nos revela ad nauseam que estamos chegando ao ponto mais decadente da história da humanidade em matéria de vestuário. Do ponto de vista do bom gosto, nunca as pessoas se apresentaram de modo tão irracional, grotesco, indigno, como em nossos dias, com honrosas exceções. O estilo atual se caracteriza quase como “nada combina com nada nem com a pessoa”. Nesta situação, a gravata representa uma trava, talvez a última, antes de tudo arrebentar definitivamente em matéria de vestuário. Razão pela qual ela merece ser defendida e mantida a todo custo. Lembro-me da resposta do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira a um jornalista da “Associated Press”, em 1973, quando este perguntou por que a aparência dos membros da TFP era sempre a mesma, com terno, gravata e cabelo curto, foi-lhe dada a seguinte resposta: “Eu podia virar a pergunta: por que os hippies nunca usam terno, gravata e cabelo curto? A razão é a mesma”. Substitua o leitor os já ultrapassados hippies pelos neocavernícolas de nossos dias e constatará que a resposta valerá ´para estes últimos. Por isso, uso e defendo a gravata. Ela se tornou um símbolo dos que não desejam deixar-se arrastar para o neocavernicolismo. Isso não significa que todos os homens devam usar gravata, mas os que têm razões sérias para seu uso, não devem abandoná-la. Julgo necessário resistir à avassaladora onda de vulgaridade e decadência que atingiu o vestuário contemporâneo. (Artigo publicado na revista Catolicismo de Agosto de 2016, sem a foto acima)